07 outubro, 2010

Halta definizione!

Pra quem se amarra em pintura e, como eu, não tem tempo de ir à Galleria degli Uffizi.
Leonardo, Verorocchio, Bronzino ou Caravaggio, a escolher.
http://www.haltadefinizione.com/home.jsp?lingua=it
Por analogia, rapeize, é mais ou menos uma final de campeonato brasileiro numa TV digital de plasma. kkkk
Sin perder la infamia, jamás! XD

01 outubro, 2010

Pictórico em Wölfflin

(...) Em seu lábio cansado um sorriso luzia.
E era o sorriso eterno e sutil da ironia. (...)

Manoel Bandeira, Menipo, 1907.



Diego Velázquez - Menipo (1639 - 1640).
Óleo sobre tela, 179 cm × 94 cm
Museu do Prado, Madri, Espanha.



Somos surpreendidos pela figura que parece reagir à nossa presença denunciada. Afronta-nos sem subterfúgios num golpe de vista. Devolve-nos o olhar numa crueza que perpassa todo a pintura: economia na paleta, fatura rápida e concisa, modelagem por massas mais ou menos homogêneas de luz e obscuridade.
Além, mergulhado nesse átimo, nessa súbita interrupção destacando-se sutil mas energicamente desse conjunto apreendido pelo olhar, insinua-se o jarro. E embora fugidio em sua intangibilidade, em aparente suspensão, sua presença afirma-se decisivamente, insustentável presença pictórica. Exige do observador o reconhecimento frente à ambigüidade essencial da existência do mundo, do caráter impalpável, supramaterial e do ritmo surdo, próprio da vida das coisas, sua música.
É uma silhueta? É sua sombra projetada? É o jarro mesmo? Em sua incontinência parece ora projetar-se ora recuar à medida que os olhos optam por uma ou outra solução.
É fundamentalmente uma mancha de vermelho terroso, escuro, que ao mesmo tempo afirma e cria o espaço. Ponto para o qual confluem e pelo qual transitam identidades idealmente inconciliáveis, ser e parecer.
Emoldurado pelo imenso vácuo espacial da penumbra, o filósofo detém-se, zombeteiro: Zip!
Aponta-nos, em seu percurso, a faixa de negrume à direita, desferida numa pincelada impetuosa, aqui e ali interrompida, mas que instaura um complexo espacial dinâmico, cíclico.
Menipo, aquele que agora vê-se livre (da escravidão da forma nos perguntaria Panofsky), para onde ruma? Caluda! Não saberemos.
Aí está a beleza da coisa.

Sobre Heinrich Wölfflin
Sobre Erwin Panofsky

25 setembro, 2010

Pedra

Estamos sempre à procura de alguém que tenha mais certezas.
Até pra, no final, podermos descarregar a culpa.
Foda-Sísi-foda-sísi-foda-sí...

Pânico

Não saber o suficiente.

24 setembro, 2010

Bothering my House

Dr. Nolan - "Why do you value your failures more than your successes?"

House - "...successes only last until someone screws them up. Failures are forever."

Dr. Nolan - "So, you accept that fact? You accept that there is nothing you can do?"

House - "Okay, I accept the fact that there's nothing I can do. Now, what can I do?"

Dr. Nolan - "You acknowledge failure. And you move past it. You apologize."

House - "Wow. Powerful things these apologies. Get someone to jump off a building and you say two words and you move on with your life. Hardly seems fair."

Dr. Nolan - "You caused him pain. If the world is just, you have to suffer equally?" (Nolan chuckles.) "You're not God, House. You're just another screwed-up human being who needs to move on. Apologize to him. Let yourself feel better. Then you can learn to let yourself keep feeling better."

Eu também vou reclamar

Right now:
dor de cabeça, cansaço e frustração.
Poço de negatividade até a boca.
Esperando pela gota d'água.


All is loneliness before me
Loneliness before me.
Loneliness.

All is loneliness
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me.

All is loneliness
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness.

Loneliness come botherin' 'round my house
Loneliness come botherin'
Loneliness come botherin'
Loneliness come botherin' round my house
Loneliness

Loneliness come worryin' round my door
Loneliness come worryin'
Loneliness come worryin'
Loneliness come worryin' round my door
Loneliness, oh loneliness

All is
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness before me
Loneliness ...

( All Is Loneliness, Janis Joplin in 'Joplin in Concert' album, 1972)