29 novembro, 2013

Você e sua turma na camiseta de formandos 2013!

Olá! Sou Marquesaleixo artista plástico de Santos - SP e trabalho com a arte da caricatura para camisetas de formatura! O valor da arte é de apenas R$ 10,00 por caricatura, sem nenhum custo adicional para a montagem de toda a turma.

Como faço para obter minha caricatura na camiseta de formandos?

Um/a únic@ responsável deve ser eleit@ para cuidar de todos os detalhes, desde a cobrança dos alunos até a entrega do material. Se for você, sua caricatura sairá na faixa, visto que terá trabalho a fazer.
Ao enviar as fotos dos formandos, já com todos os detalhes (nome, estilo de roupa, características no corpo, acessórios, objetos nas mãos, etc.) o/a responsável deverá realizar o depósito referente a metade do valor do pedido, o que pode ser feito pessoalmente ou via depósito bancário. As fotos (uma de rosto e uma de corpo inteiro) devem ter uma boa definição de modo que se possam ver bem os detalhes do rosto.
Você receberá então o arquivo com o desenho da sala inteira, com marca d’água e mostrará para que todos vejam como ficou.
Após a aprovação da arte, deverá efetuar o pagamento do restante do valor e receberá o arquivo final, mais as caricaturas de cada um para imprimir, colocar no Orkut, MSN, etc. Todo mundo vai vibrar com uma caricatura como a sua!
Por fim, é só pesquisar uma estamparia perto de casa e você terá as camisetas personalizadas da sua formatura por um preço muito menor!! O que está esperando?

Confira quem já saiu da escola devidamente caricaturado!
http://marquesaleixo.blogspot.com/2009_10_22_archive.html

Atenção: Excepcionalmente, se TODOS os integrantes quiserem aparecer de corpo inteiro, o valor ficará em R$20,00 por pessoa desenhada.
Se houver alguém que a turma concorde que não ficou parecido, a caricatura será refeita sem nenhum custo mediante o envio de novas fotos. No caso de outras alterações posteriores, será cobrado o valor extra de R$ 10,00 cada uma. Vale lembrar que as alterações levam TEMPO e cabe ao/à representante bom senso e clareza quanto ao que deve ser mudado.

Dúvidas/ Contato:
Marquesaleixo – tel.: (11) 9 9551 3812.
Email: marquesaleixo@yahoo.com.br
No facebook: https://www.facebook.com/pages/Marquesaleixo-Retratista/224193757755977?fref=ts

Uma formatura inesquecível e um ótimo 2014!

01 julho, 2013

Oh, no! It's raining again...

https://lh6.googleusercontent.com/-kx8YdTEnPpY/UR175g56DkI/AAAAAAAALLg/uVNoqKDmOXw/w800-h800/photo.jpg

It's raining again
Oh no, my love's at an end.
Oh no, it's raining again
and you know it's hard to pretend.
Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend.
Oh no, it's raining again
Oh will my heart ever mend.

You're old enough some people say
To read the signs and walk away
It's only time that heals the pain
And makes the sun come out again
It's raining again
Oh no, my love's at an end.
Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend.

C'mon you little fighter
No need to get uptighter
C'mon you little fighter
And get back up again

It's raining again
Oh no, my love's at an end.
Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend.

C'mon you little fighter
No need to get uptighter
C'mon you little fighter
And get back up again
Oh get back up again
Fill your heart again...

(It's raining, it's pouring)
(The old man is snoring)
(He went to bed and bumped his head)
(And he couldn't get up in the morning)

(Canção de 1982, da banda britânica Supertramp)

31 maio, 2013

Joe's Bird Cam

We found the nest on our front door on top of a wreath and decided to move it. This is the third year we've had a nest on our door. Last year the bird became confused at night and flew into our house, so this year we moved the nest about 8 feet away under our porch.
http://www.joesrobincam.com/

27 abril, 2013

Simbologia animal na Idade Média


O diagrama relacional em questão é uma tentativa de situar os principais animais representados em brasões, bestiários, textos literários e enciclopédias dos séculos XII e XIII. Apesar da natureza ambivalente de cada um deles e da inclusão de apenas dois eixos paradigmáticos (poder-se-ia ter inserido no diagrama muitas outras articulações, como por exemplo belo / feio, trabalhador / preguiçoso, puro / impuro, etc.), o conjunto reflete a maior parte dos sistemas simbólicos construídos ao redor do mundo animal entre os séculos XI e XIV. Nota-se aí uma ausência significativa, a saber, o cavalo, que para a imaginação e a sensibilidade medievais não é realmente considerado um animal. (PASTOUREAU, Michel. Qual é, afinal, o rei dos animais? Atas dos Congressos da Sociedade de Historiadores Medievalistas e do Ensino Público Superior, 1984, vol. 15, num. 15, pp. 133-142)




13 abril, 2013

Vim, Vi e estou vivendo.

Dizem que quem tem boca vai a Roma.
(quem tem boca fala o que quer)
Eu mesmo nunca fui.
Já tive bico.
Já tive bronca.
Já fui à boca.
Já fui à zona.

Fui (tanta coisa), vi (tanta coisa), perdi (tanta coisa)...

Hoje eu tenho Baco.
Vou à rima
e volto ao amoR.
Venho
Vinho
e consigo até sentir saudade.
Doer é pré-ciso, juízo não é pré-ciso.
a vida passada
a limbo
a alma lavada
a seco
o corpo dobrado
sobre a cadeira
a pilha de nervos
queima
tiro
a
roupa
eu
alvo
teu
cheiro

22 março, 2013

Primeiros socorros:

Corpo estranho

Na alma: pisque - duas vezes, se necessário. Certifique-se de que está sonhando. Se não estiver pode ser grave, parar de sonhar é pouco recomendável.

Diagnóstico: você está vivo.

Possíveis sintomas: dor e desorientação. Insônia. Palpitação, crises de pânico. Lacrimejamento. Alguma felicidade. Beleza.

O que não fazer: nada daquilo que você não gostaria que fizessem a você.

Tratamento: tome banho, alimente o seu corpo estranho, exercite-o, permita que outros corpos estranhos abracem o seu, observe-o (e você verá que ele não é tão estranho assim). não existe tratamento definitivo, com o tempo o corpo estranho some.

09 março, 2013

Quiprocó, O Caso Neutro no Mineirês: o papel do léxico mineiro na solução de questões da grafia no que concerne à questão de gênero.

Algumas soluções sintáticas sugeridas:


1) Tudo: no lugar dos pronomes variáveis todos e todas.
Ex: Beijos procês TUDO*!
*diferente da locução adverbial de intensidade "de todo", como em: "Bão DE TODO!"
No caso pode-se usar - em ordem decrescente - os equivalentes: "Bão demaidaconta", "Danádibão" e "Bão tamén", sendo que o caso "no úrtimo" figura exceção, constituindo objeto de disputa entre as escolas goiana e berlandia-beraba-tuiutabense.


2) Mezz: substitui toda a gama de pronomes reflexivos "mesmo", "mesma", "mesmos", "mesmas".
Ex: Tem qui prendê respeitá tudo nóiz MEZZ dujeitin qui é, uai!


3) Im**: o uso do sufixo "im", mais que deteminar o grau do substantivo, atenua consideravelmente o acento na desinência nominal de gênero, convertendo o masculino em neutro.
Ex: Deusde piquininIM co sô ansim magrilIM.
**não confundir com pronome oblíquo tônico na função objeto indireto da frase, como em:
Cê vivi garradu NI MIM, larga deu, sô!


4) Noss: em substituição aos pronomes possevivos "nosso", "nossa", "nossos", "nossas"
Pó chegá, é tudim noss! Tamu juntim i garradim!


5) Mei: como advérbio continua invariável.
Ex: Fôru tudo lá imcáss, mas ficaru MEI ansim. Comeru uns pãodiqueijj, tomaru'm cafezin, deru'm dedim ansim di prosa e sumiru.
A novidade é que, enquanto numeral, cai a desinência:
Ex: Vê MEI quidicarne que já é MEI dia e eu tô té mei tremenn, oiquió.


Mineirês judann redá ssi trem chamado preconceito.
E adispois miner'é qui é povim cismadu... cês larga mão dsê best, sô, trazadu é ocêis tudo!

Procevê, nemézz?
#cadica

04 março, 2013

OPEN? NOPE!

Era um gênio complexado:
nunca deixava a garrafa.

Notícias de última hora e primeira importância (por um telespectador zapeante):

"(...) foi então que a polícia reagiu utilizando-se de jatos d'água para dispersar os manifestantes. Em nota à nossa emissora o assessor oficial de imprensa assegurou que governo não medirá esforços para resolver de forma definitiva o problema da falta d'água que assola o município. E agora os melhores lances do futeb(...)."

02 março, 2013

Se meu (instável) fusca falasse

Eu não corria demais
Agora, corro demais
Pego a direita, a esquerda,
cruzo em ponto cego,
corto, costuro...
Desconforto passageiro? Antes fosse...
Amor-tece-dor dia(i)nteiro!

E você ainda me pede
Para não correr assim?!
Não amola.
Estou com problema de suspensão.
E (pra arrematar:) é por isso que eu bebo demais.


(uma releitura despretensiosa, feat. Roberto Carlos e Maysa)

22 janeiro, 2013

Litera-tora

Tava aqui relembrando meus velhos dias de terapia...
Tinha coisas interessantes, que realmente me ajudaram.
Meu analista sempre me indicava livros, por exemplo.
"_ Lê esse aqui e esse, e mais esse." - ele dizia.

Augusto Cury? vocês podem estar pensando. Louise Hay, talvez...
Foi o que eu me perguntei a primeira vez.
Sentadinho na poltrona do consultório, virei a capa pra ver: "O Rei de Havana" e "A Vida Como Ela É."

E emendava: "_ Quando você acabar tem mais".
E sempre tinha.

Eu não era feliz.
E não sabia.

29 novembro, 2012

Mudação


As pessoas costumam dizer que atitudes valem mais do que palavras.
Eu tendo sempre concordar, até mesmo porque verbalizar nunca foi meu forte.
Mas é preciso não esquecer que dizer também é uma atitude.
Assim como o é o ato de calar.

Meu forte é o silêncio, fortaleza impenetrável, só vence a gentileza.
Que o gesto mudo diz quase tudo
e o meu fraco é beleza.

Tendo a concordar, tendo que concordar

C/galo, nas c/gordas voc/gais.

Para ViVer (e eu não VolVer)


deixa, livre,
vaie, lixe,
vixe, Vivi,
vai e vive...

22 setembro, 2012

Correspondência amorosa entre Ofélia Queiroz e Fernando Pessoa (sabotada por Álvaro de Campos)

"(...) Passaram-se nove anos.
Um dia, o meu sobrinho Carlos Queirós trouxe para casa aquele famoso retrato do Fernando a beber vinho no Abel Pereira da Fonseca (tirado pelo Manuel Martins da Hora) (...) Trazia uma dedicatória: «Carlos: isto sou eu no Abel, isto é, próximo já do Paraíso Terrestre, aliás perdido. Fernando. Dia 2/9/29» Achei muita graça, como é natural, e disse ao meu sobrinho que gostava de ter uma para mim. O Carlos disse-lhe, e passado pouco tempo ele enviou-me uma fotografia igual com esta dedicatória: « Fernando Pessoa em flagrante delitro.»
Escrevi-lhe a agradecer e ele respondeu-me. Recomeçámos então o «namoro». Isto em 1929. Eu já não trabalhava nessa altura e continuava a viver em casa de minha irmã no Rossio.
O Fernando estava diferente. Não só fisicamente, pois tinha engordado bastante, mas, e principalmente, na sua maneira de ser. Sempre nervoso, vivia obcecado com a sua obra. Muitas vezes dizia que tinha medo de não me fazer feliz, devido ao tempo que tinha de dedicar a essa obra. Disse-me um dia : «Durmo pouco e com um papel e uma caneta à cabeceira. Acordo durante a noite e escrevo, tenho que escrever, e é uma maçada porque depois o Bebé não pode dormir descansado.» Ao mesmo tempo receava não poder dar-me o mesmo nível de vida a que eu estava habituada. Ele não queria ir trabalhar todos os dias, porque queria dias só para si, para a sua vida, que era a sua obra. Vivia com o essencial. Todo o resto lhe era indiferente. Não era um ambicioso nem vaidoso. Era simples e leal.
Dizia-me: «Nunca digas a ninguém que sou poeta. Quanto muito, faço versos.»"

In.: http://poemariopessoa.blogs.sapo.pt/18339.html



"Fernando,

Vai decerto parecer-lhe bastante estranho receber uma carta minha, mas já que foi tão amável não hesitando confiar-me a sua fotografia, sabendo que era para mim, e tendo o Carlos confessado que, não sabendo mentir, me traiu e traiu o Fernando - porque o combinado comigo era pedir-lhe a fotografia, sem dizer para quem era, e creio que o combinado com o Fernando era não me dizer que lhe tinha dito que era para mim. - Enfim, com tanta combinação tinha por força que dar asneira, asneira essa, que só resultou em benefício para a minha pessoa. 1.º porque alcancei uma coisa que tanto desejava e tanto prazer me dá. 2.º porque me encorajou a escrever-lhe para lhe agradecer de todo o coração a sua interessante fotografia - em fragrante delitro - não tem vergonha?!...

Também, se o Carlos não conseguisse que o Fernando lha desse, estava condenado a ficar sem a dele, com a dedicatória e tudo, porque eu já tinha jurado roubar-lha. Assim gostei muito mais por ter vindo propriamente das suas mãos, com destino à minha pessoa, embora da parte do Fernando sem prazer algum... Adeus Fernandinho, se quiser dar-me a alegria de receber notícias suas, pode fazê-lo para a Praça D. João da Câmara, que é onde tenho estado ultimamente. Subscreve-se muito grata a Ofélia"

Este post foi escrito a propósito do pedido de alguns leitores, após a leitura do post carta de Ofélia Queiroz a Álvaro de Campos*, que também me perguntaram em que livro podiam ser encontradas as cartas. Por minha falta (meu esquecimento) olvidei-me de referir o livro, e a edição. Aqui fica, para os interessados: Cartas de Amor de Ofélia a Fernando Pessoa, Assírio & Alvim, Novembro de 1996, organização de Manuela Nogueira (meia-irmã de Fernando Pessoa) e Maria da Conceição Azevedo.

(Extraído de André Benjamim: carta de Ofélia Queiroz a Fernando Pessoa
http://andrebenjamim.blogspot.com.br/2007/04/carta-de-oflia-queiroz-fernando-pessoa.html
)
*A propósito da carta mencionada, por parte de Álvaro de Campos, ver: http://arquivopessoa.net/textos/3667

e a resposta de Ofélia: http://andrebenjamim.blogspot.com.br/2007/04/carta-de-oflia-queiroz-lvaro-de-campos.html


            “E que sobressalto em que ando todo o dia! Cada vez que a campanhia do telefone toca, o coração dá-me um pulo, depois é claro tenho uma destas desilusões, fico nervosa para todo o dia. Com a porta é a mesma coisa, por este andar arranjo uma doença cardíaca com certeza. Eu não queria ser assim mas não me posso dominar, sou d’um nervosismo incomparável, por vezes não sou eu que falo, não sou eu que ando, não sou eu que governo em mim, e do dia 9 do mês passado (faz hoje positivamente um mês) dia em que tive a alegria de receber das mãos do Carlos, a sua “Abélica” fotografia, não consegui sequer um dia, estar absolutamente serena. O Fernandinho desarranjou-me d’uma tal forma que só um dia voltarei a arranjar-me.
            Faz hoje um mês que recebi o seu retratinho; no dia 12 que recebi a sua primeira carta, que me encheu de felicidade; no dia 13 que nos falámos, que me cumulou de alegria.”

Trecho de carta de Ofélia de Queiroz a Fernando Pessoa, 09/10/1929, extraído de
Cartas de Amor de Ofélia a Fernando Pessoa. Manuela Nogueira e Maria da Conceição Azevedo, ed. Manuela Parreira Silva, Lisboa, Assírio & Alvim, 1996, p. 239.
Disponível em: http://recursos.wook.pt/recurso?&id=3516367